NOVIDADES

Glutamina e seus efeitos no combate ao estresse físico e mental!


Aspectos Gerais
Em nosso organismo a glutamina é sintetizada a partir de 3 aminoácidos, ácido glutâmico, valina e isoleucina. Sua fabricação acontece em vários locais do nosso corpo, sendo nos músculos o local com maior produção e também onde ela é encontrada e armazenada em maior quantidade. Na indústria, a glutamina pode ser fabricada de 3 formas diferentes. 

1. Hidrolise proteica aonde são quebradas as estruturas da proteína até que se chegue ao aminoácido glutamina. 
2. Síntese química, aonde são usadas reações em cadeia. 
3. E o método mais usado na indústria e origem da maior parte da Glutamina comercializada nas lojas de suplementos, devido aos custos e também à produtividade, é a fermentação por microrganismos vivos, o Corynebacterium glutamicum.

Glutamina e suas implicações no estresse físico
Presente em número muito grande de ciclos, reações e mecanismos, a glutamina esta presente principalmente nas reações de resposta orgânica ao estresse. Situações como traumatismos, cirurgias, queimaduras, alterações psicológicas e também exercícios físicos de alta intensidade. 

Nestas situações de elevado nível de estresse, observamos redução dos níveis plasmáticos de glutamina devido a sua utilização nas respostas, mudanças metabólicas como hipercatabolismo, produção aumentada de cortisol, entre outras. 

Em decorrência deste estresse pode ocorrer piora da situação instalada, caso seja processo inflamatório, de desgaste muscular ou de um paciente acamado poderá haver complicações do quadro do paciente e até maior morbidade. 

O suporte nutricional de indivíduos estressados deve ser condizente com suas necessidades, preservando sua massa muscular e impulsionando suas funções imunológicas, reduzindo assim complicações. A suplementação com glutamina auxiliará numa porção de reações, como funções do sistema imune, e também servindo como substrato para o fornecimento energético ao cérebro.

Protocolos de uso com administração de quantidades que variaram de 0,1 grama a 0,3 grama de glutamina por quilograma de peso corporal foram consideradas eficientes na promoção de níveis adequados de glutamina, beneficiando assim mecanismos de defesa e homeostase humoral. 

A glutamina está ligada à produção do antioxidante mais eficiente de nosso organismo: a glutationa. Seu nível nas células está diretamente relacionado com a longevidade humana e qualidade de vida.

A prevenção do acúmulo de gorduras oxidadas no organismo promove conversão dos carboidratos em energia, prevenção relacionada a arterosclerose e combate severo aos radicais livres. Isto pode ser resumido em maior proteção às células do corpo e construção de defesas humorais.

Além disso a glutamina é necessária por proporcionar suporte às células imunes e as do intestino e fígado. A suplementação de glutamina em casos de estresse físico é necessária pois a produção de glutamina endógena não é suficiente. 


Glutamina e o combate ao estresse emocional 
O sistema nervoso central (SNC) apresenta altas concentrações de determinados aminoácidos que se ligam a receptores pós-sinápticos, atuando assim, como neurotransmissores inibitórios ou excitatórios.

A glutamina é o precursor de dois importantes neurotransmissores, ácido glutâmico e GABA, sendo o ácido glutâmico o mais abundante aminoácido livre no cérebro e também o neurotransmissor excitatório predominante no SNC. Da glutamina circulante no organismo, uma parte serve como um substrato energético, e outra parte será usada pelo cérebro. 

O transporte de glutamina do sangue para o cérebro é insuficiente para atender a demanda dos tecidos cerebrais para este aminoácido. Esta procura é satisfeita pela síntese da glutamina intracerebral a partir do Glutamato (Glu). Acredita-se que o glutamato atue na memória e cognição do indivíduo.

Assim como o seu mecanismo de funcionamento na defesa das células do sistema músculo esquelético, do sistema imunológico e demais mecanismos, quando falamos em glutamina e seus efeitos no sistema nervoso central, como sua relação com qualquer tipo de estresse psicológico, devemos entender que ela esta envolvida neste sistema com a finalidade de mediar muitas reações, principalmente na produção de substâncias químicas produzidas pelos neurônios, com a função de biossinalização. Por meio delas, podem enviar informações a outras células.


Dica do nutricionista!
Toda situação de estresse merece suporte nutricional e suplementação com glutamina, seja estresse físico ou emocional ela estará bem empregada nas reações de preservação, recuperação e saúde de nosso organismo.

Este texto foi elaborado por Diogo Círico, Nutricionista Esportivo R.T. Growth Supplements.
CRN 10 - 2067