NOVIDADES

Ciclo da Vida


Para ler ao som de Circle of life, 
de Elton John 

O Sonho (A Cama) - Frida Kahlo - 1940

Fiquei a semana toda pensando sobre o que escreveria neste fim de semana. Pensei na relação dos haters com Pabllo Vittar ( Mas já ficou velha esta notícia). Ficou sabendo, não? Pois é, uns hackers invadiram o canal de Vittar no Youtube e espalharam por uns minutos suas mensagens de ódio, de homofobia e tudo que tiver de fobia no lugar das músicas bate-cabelo e joga purpurina. Fobia, minha gente, é o medo. No caso, medo de alguém diferente, alguém que existe e incomoda pelo fato de, simplesmente, existir e lacrar. Este ato deu mais ibope pra Vittar, é lógico. (Até eu que apenas conhecia de nome fui dar uma espiada e ouvi um montão de músicas). 
Depois, pensei em comentar sobre a Bibi, perigosa. É gente, a Bibi da novela. A Força do Querer é uma novela tá gente?! Ficção. Ficção significa mentira. Não é de verdade a traficante com aquele corpão de Juliana Paes, voz de Juliana Paes. Existe na vida real uma mulher que inspirou a personagem. Mas não é ela que dá vida a personagem nem a novela é um documentário realista da vida da Bibi, perigosa. Inspirou apenas. Inspirar é dar uma ideia para uma mente criativa voar. E novela é tão inspiradora que dá vontade de entrar na trama pra vida da gente ter tanta lógica. Isso a ficção tem, a vida real dificilmente terá (Não tem lógica nossa vidinha-mais-ou-menos não). Pode ser eu encontremos um sentido ali, outro acolá. Sentido dado ou emprestado ou consignado. 
Agora, lógica a gente não acha. Então encontrei o tema da minha crônica desta semana quando li o artigo da Paula Abreu, "Se não for agora, quando?", na revista Vida Simples, de setembro. (A crônica quase acabando e encontrei meu assunto. Libriano ama estender a prosa pra detalhes sobre coisas nada a ver para no final voltar ao essencial. Tem lógica, isso? Tem não. Só o Horóscopo explica). Continuando, gente, ela comenta sobre a morte e da morte como ciclo, desde biológico ao espiritual. E eu amo esse assunto: morte. Gosto mesmo. 
Confesso que fico vendo as notícias só pra saber quem morreu lá nos EUA que morreu por causa do furacão Irma. Fico pensando em morte porque tenho é muito medo dessa indesejada da gente, como diria Manuel Bandeira. E se penso tanto e falo menos (não quero ser visto como um urubu procurando carniça) sobre morte é por medo. 
Estou na ponta oposta à coragem proposta por Paula Abreu em enfrentarmos as mortes pode ser a cura ao que nos falta na sua vida. (Lógico, que ela escreveu no sentido figurado, vamos escrever assim, da morte). Mas mesmo no sentido figurado há algo nos meus mortos internos que me intrigam. Por enquanto, Paulinha, vou ficar por aqui criando coragem pra enfrentar a morte e jogar uma pá de cal nestes defuntos. Lembrei da série Amorteamo linda, da Globo, mas deixo pra comentar outro dia.